Amanda | 🇧🇷 | 26y | "E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." (CL 3:14)

4h14:

então percebo que estou perdendo você pouco a pouco. perdendo fragmentos minúsculos de você. pedaços que desaparecem todos os dias. me contraio. perco uma parte de você a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, a cada milésimo de segundo, até que não reste nada além de memórias que ecoam em algum lugar obscuro.

F.

Preciso começar assim: os seus erros não justicam os meus.


Demorei, mas entendi.


Você errou, eu errei. Então a merda se completou.


Ontem, bebi um vinho enquanto via nossas fotos, relia as mensagens favoritas no whatsapp e relembrava os nossos momentos.


Entre uma foto e outra, pensei:

“Será que em algum momento, tivemos a real chance de fazer isso funcionar?”.


A impressão que tenho é que você me amou quando eu não te amava.


Sinto que eu te amei, já quando você não me amava.


Que loucura, não?


De quem é a culpa então?


Ao som de “nostalgic feel” de Bedroom, as recordações, na maioria das vezes, são traiçoeiras, fazem com que, de vinho em vinho, a gente ganhe uma vontade maluca de digitar e enviar assim:

“Queria estar sentindo você agora.”


Mas, logo a nossa parte racional nos puxa a orelha e nos diz, em alto e bom som: “E do que irá adiantar? Merdas acontecem. Merdas aconteceram. Já foi…”


E, ainda não satisfeita…


A nossa parte racional, também diz, dessa vez com um sorriso filho da puta nos lábios:

“Aquele tempo? É passado. Não volta mais.”

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